Acredito
que estamos vivendo um momento novo. Hoje, podemos nos informar mais, pesquisar
mais, nos aprofundar em assuntos que antes eram restritos. Antes, os
jornalistas sabiam muito, mas filtravam o que deixariam o povo saber. Eles até
se sentiam poderosos, porque eles sempre souberam que conhecimento é poder. Hoje,
a vida em 2.0 nos leva a lugares, momentos e fatos que são, praticamente, improváveis
de se esconder. No dias atuais, temos acesso a muita informação. E mais do que
isso, estamos começando a aprender a usar esse acesso em prol da maioria.
Ter
acesso a informações, contudo, ainda não é o “poder”. É preciso saber o que
fazer com essas informações, como usá-las. O momento certo de divulgá-las e
como difundi-las sem se tornar mais um manipulador.
Vejo,
até com nojo, muitas pessoas se prestando a “bajular” o moderador de algumas
redes sociais, apenas para terem o direito de exporem naquela página suas denúncias
sem serem expulsos. A ditadura do “dono da bola” é infantil, incoerente e antidemocrática.
As
redes sociais são de fato um caminho para difusão das informações que antes
eram fortemente guardadas, informações, por exemplo, sobre o meio político,
sobre desvios de verbas e sobre manobras eleitoreiras. Por estas páginas, a
maioria pode ler e argumentar sobre o que é postado, o que aparentemente é exercício
de cidadania. Entretanto, falta-nos ainda anos de aprendizagem sobre os direitos
civis, sobre controle social e sobre manipulação e manipuladores.
Dessa
forma, ainda lemos muito e registramos pouco. Ainda acessamos muito e
compreendemos o mínimo. Acredito que ser oposição é aprender sobre o jogo,
sobre os jogadores e ajudar a população a identificar o papel de cada um.

"...ser oposição é aprender sobre o jogo, sobre os jogadores e ajudar a população a identificar o papel de cada um." Muito bom!
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