quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ser oposição é aprender sobre o jogo, sobre os jogadores e ajudar a população a identificar o papel de cada um.

Acredito que estamos vivendo um momento novo. Hoje, podemos nos informar mais, pesquisar mais, nos aprofundar em assuntos que antes eram restritos. Antes, os jornalistas sabiam muito, mas filtravam o que deixariam o povo saber. Eles até se sentiam poderosos, porque eles sempre souberam que conhecimento é poder. Hoje, a vida em 2.0 nos leva a lugares, momentos e fatos que são, praticamente, improváveis de se esconder. No dias atuais, temos acesso a muita informação. E mais do que isso, estamos começando a aprender a usar esse acesso em prol da maioria.

Ter acesso a informações, contudo, ainda não é o “poder”. É preciso saber o que fazer com essas informações, como usá-las. O momento certo de divulgá-las e como difundi-las sem se tornar mais um manipulador.

Vejo, até com nojo, muitas pessoas se prestando a “bajular” o moderador de algumas redes sociais, apenas para terem o direito de exporem naquela página suas denúncias sem serem expulsos. A ditadura do “dono da bola” é infantil, incoerente e antidemocrática.

As redes sociais são de fato um caminho para difusão das informações que antes eram fortemente guardadas, informações, por exemplo, sobre o meio político, sobre desvios de verbas e sobre manobras eleitoreiras. Por estas páginas, a maioria pode ler e argumentar sobre o que é postado, o que aparentemente é exercício de cidadania. Entretanto, falta-nos ainda anos de aprendizagem sobre os direitos civis, sobre controle social e sobre manipulação e manipuladores.

Dessa forma, ainda lemos muito e registramos pouco. Ainda acessamos muito e compreendemos o mínimo. Acredito que ser oposição é aprender sobre o jogo, sobre os jogadores e ajudar a população a identificar o papel de cada um. 

Um comentário:

  1. "...ser oposição é aprender sobre o jogo, sobre os jogadores e ajudar a população a identificar o papel de cada um." Muito bom!

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